A bancada do PT foi contrária à indicação de Alexandre de Moraes para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em votação realizada no Senado em 2017. Na ocasião, a indicação recebeu 55 votos favoráveis e 13 contrários.
A posição do partido foi manifestada pela então líder do PT no Senado, Gleisi Hoffmann. Ela declarou-se impedida de participar da votação, mas informou durante a sessão qual era a orientação da bancada petista. Segundo Gleisi, os senadores do PT votariam contra a indicação de Moraes.
Na justificativa apresentada naquele momento, Gleisi questionou a escolha de Moraes para o Supremo em razão de sua passagem por cargos de confiança no governo. Ela também afirmou que havia uma contradição entre essa trajetória e teses defendidas pelo próprio indicado.
A votação ocorreu um dia depois de uma sabatina de quase 12 horas na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Após a análise dos senadores, a indicação foi levada ao plenário em votação secreta.
Com 68 senadores presentes, o Senado aprovou a indicação por 55 votos a 13. O resultado confirmou a aprovação de Alexandre de Moraes para ocupar uma cadeira no STF.
É importante fazer uma distinção: como a votação foi secreta, não é possível afirmar que os 13 votos contrários tenham sido exclusivamente de senadores do PT. O que o registro da sessão permite afirmar é que a bancada do PT declarou oficialmente que votaria contra a indicação de Alexandre de Moraes.






