Opinião Hoje, a rua que antes só aparecia no jornal quando tinha operação policial, aparece porque tem festival. Tem alegria. Tem esperança Adicione como fonte preferencial no Google – O Balé Maria Maria, estreia do Grupo Corpo em 1976/ Foto: Nuno Filho/Foto: Divulgação Ela acorda antes do ônibus.
5h20 da manhã, na Vila. O barulho da caixa d’água, o cheiro do café coado no pano, a marmita do marido e as duas filhas ainda dormindo num colchão só. O nome dela é Maria.
Poderia ser Fátima, Bete, Rosângela. É todas. Ela tem sonhos.
Ela tem raça. Maria não teve palco. Teve tanque.
Teve faxina nos prédios da zona sul, onde ela nunca pôde morar, mas que ela limpava como se fosse seu. Teve a conta que não fechava no fim do mês e fechava na fé. Aí um dia ela cansou de pedir licença.
Ela arrombou à porta.
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Fonte: Revista forum – STF
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